Mês das Mães
ENTENDENDO DIREITO  |  Com Patricia Garrote, Escritora e Advogada (OAB-DF 28400) 

A mulher é o berço da humanidade. Sem um útero nem você nem eu existiríamos. Já existe bebê de proveta e até útero emprestado, mas sem uma mulher não há vida, não tem bebê, nem eu nem você. É preciso passar um tempo considerável na barriga de uma mulher para existir, formar seu corpo e sua alma, nutrir seu ser e prepará-lo para, então, um belo dia, dar o ar da graça nascendo do corpo de quem o acolheu por todo aquele tempo.

 

Uma mãe nasce assim que fica sabendo que carrega em seu ventre o ser que mais amará em sua vida, mas não só nesse momento. Mães adotivas amam seus filhos que ainda nem conhecem muito antes de eles chegarem aos braços que só esperam por aquele momento. Mães que decidem entregar seus filhos para a adoção deveriam ser homenageadas, e eu o faço agora: obrigada por permitirem tantas mães de coração terem seus filhos em seu colo e poderem cria-los, educa-los e amá-los infinitamente em seu lugar. Ninguém é mais merecedor de tanto reconhecimento quanto você que, mesmo doendo, entregou seu bebezinho a outra mãe para que dele cuidasse na sua falta, na sua incapacidade legal, financeira, emocional. 

 

Mães nascem também quando percebem que seus filhos cresceram e que agora só precisam dela de vez em quando, no resto do tempo é puro amor e felicidade por vê-los tão bem sem ela, sem necessidade de cobrarem atenção, afeto, perfeição nem presença. Mães nascem quando sabem que são amadas e não precisam provar nada pra ninguém. Nascem também quando, por sabedoria, entregam seus filhos sem medo para o outro genitor ou dividem com ele a função de criar cada alminha pelo ex-casal gerada já que a decisão de tê-los também foi conjunta e nada mais certo e justo do que cada um criar um pouco os filhos quando conviver se torna impossível.

 

Mães nascem quando estão idosas e percebem que os filhos já são adultos e, com orgulho que só mãe é capaz de sentir, aceitam essa realidade com olhar de amor, confiança e respeito, já que cada filho é parte de si mesma, talvez até a melhor parte, e moram na mansão do amanhã.

 

Sim, falei de mim, falei de você, homenageei quem eu pude, não esqueci ninguém. Leia de novo.

 

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“Mãe, obrigada por tudo, pela VIDA e pelo seu amor. Te honro, te respeito, te admiro. Esse mês é todinho seu! De Patricia para Nilmar”.

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