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Nova tecnologia para glaucoma pode evitar cirurgia invasiva
​Brasília, Abril/Maio de 2021
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Com Dr. Hilton Medeiros, Oftalmologista  (CRM-DF 7469) 

Considerada a maior causa de cegueira evitável e irreversível no mundo, o glaucoma afeta a visão lentamente e raramente apresenta sintomas. Ainda sem cura, o controle da doença é realizado principalmente com colírio sob prescrição. Se o glaucoma progredir ou o paciente deixar de responder ao tratamento com colírio, a única solução disponível até pouco tempo era uma cirurgia altamente invasiva e de longa recuperação. Agora, um micro implante tem apresentado resultados eficazes sem precisar expor a parte interna dos olhos nem dar pontos.

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De acordo com o oftalmologista Hilton Medeiros, especialista em retina e vítreo da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, a Cirurgia Minimamente Invasiva para Glaucoma (Migs) é um avanço para o tratamento da doença. “Fazemos uma pequena incisão de 1,5 mm, encostamos no trabeculado (área de filtração) uma caneta com iStent (micro implante) e o injetamos. O dispositivo fica preso, fazendo a comunicação entre o interior do olhos e o canal de drenagem”, explica o médico.

O micro implante ajuda a restaurar o fluxo do líquido natural ocular e reduz a pressão interna dos olhos, consequentemente pode diminuir a necessidade de medicamentos. “Normalmente só o iStent já resolve o problema  e evitamos ter que abrir o olho do paciente para fazer uma cirurgia altamente invasiva”, diz Hilton Medeiros.

Segundo ele, o pós-operatório é bastante tranquilo pois, diferentemente da cirurgia tradicional do glaucoma, nesta técnica não existe cortes na conjuntiva e na esclera, então não há pontos. “O paciente precisa ficar de repouso apenas no dia do procedimento. No dia seguinte já pode trabalhar normalmente”, diz Hilton Medeiros, apontando que o perfil de segurança do procedimento é elevado e que o trauma no tecido-alvo é mínimo.

Sobre o Glaucoma

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma atinge cerca de 65 milhões de pessoas em todo o mundo. Atualmente, cerca de 8,4 milhões de pessoas estão cegas devido ao glaucoma. No Brasil, a doença atinge 2 a 3% dos indivíduos acima de 40 anos, o que corresponde a aproximadamente 1 milhão de pessoas e estima-se um crescimento de 50% nos próximos cinco anos devido ao envelhecimento da população brasileira.

Os dois principais tipos de glaucoma são o de ângulo aberto e o de ângulo fechado (agudo). O primeiro corresponde a cerca de 80% dos casos, tende a ser hereditário e se desenvolve de forma lenta e gradual. O segundo é provocado pelo bloqueio súbito dos canais de drenagem do olho que podem ocasionar dores de cabeça e nos olhos, auréolas de arco-íris ao redor das luzes, náusea e vômitos. 

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