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A importância dos cuidados com pets na fase pós-quarentena
​Brasília, Janeiro de 2021
Fernanda Piccioni e Felipa Hennig

Com as pessoas em quarentena, isoladas por conta do Covid-19, a procura de pets para companhia aumentou. Grande parte das pessoas, especialmente as que moram sozinhas, viram na convivência com os bichinhos de estimação uma alternativa para evitar a solidão e os distúrbios psicológicos advindos da situação, elevando a compra e adoção de bichos de estimação. De repente e sem aviso, a convivência entre animais e tutores foi intensificada, a rotina alterada e diversos animais passaram a demonstrar hipervínculo com seus humanos.

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Agora, na fase de flexibilização, onde muitos profissionais retornam à rotina dos escritórios, o afastamento pode novamente trazer mudanças significativas ao estado emocional dos amigos de quatro patas. Fernanda Piccioni e Felipa Hennig, terapeutas comportamentais e adestradoras da Dog na Real, explicam sobre a importância de estar atento às alterações comportamentais e ao bem-estar dos bichinhos, principalmente dos filhotes, nesse novo período. 
 

Para as consultoras, esse momento, onde as pessoas estão retornando aos poucos para a rotina convencional, requer muita atenção no comportamento dos animais, pois eles irão passar pela separação parcial dos tutores e terão que se readaptar em um curto ou inexistente espaço de tempo. Muitas vezes, a ajuda de um profissional é a melhor alternativa para se evitar situações estressantes, tanto para os animais quanto para os humanos. “Se o pet estiver treinado ele poderá se adaptar com mais facilidade ao afastamento familiar e conviver de forma mais harmônica com outros animais em uma creche”, esclarecem as terapeutas. 
 

Fernanda, uma das fundadoras da empresa Dog na Real, explica que “é importante trabalhar a boa comunicação entre o tutor e o pet, procurando ajustar ao máximo o bem-estar e a rotina de ambos. Nesse momento a atenção precisa ser redobrada para que não exista uma desordem comportamental no animal”.


Felipa Hennig, também terapeuta comportamental e adestradora da Dog na Real, relata o que devemos observar para garantir o bem-estar dos nossos animais. “É importante que o tutor conheça e aplique os 4 pilares do bem-estar. Quando trabalhamos no animal tudo que é concernente ao seu bem-estar, temos um bichinho equilibrado e feliz ao nosso lado”, conclui Felipa.
 

No pilar mental, mais importante de todos, os tutores devem trabalhar a parte cognitiva, praticando truques, enriquecendo o ambiente para que o cão tenha desafios e brincadeiras, ou seja,   o animal de estimação será estimulado a “pensar”. Já no pilar físico, deve ser proporcionado para os bichinhos práticas que estimulem a parte motora, como  brincadeiras livres, caminhadas, natação, respeitando o protocolo de segurança para Covid-19 e a idade e os limites do pet. 
 

Tão importante quanto os anteriores, o pilar social busca criar momentos de qualidade com o tutor, membros da família e outros animais. Além disso, possibilita que ele reconheça, fareje, brinque e explore o ambiente. Por último, o pilar do relaxamento busca respeitar os horários que o bichinho prefere em descanso. A recomendação é criar um cantinho do relaxamento, que seja tranquilo e arejado, permitindo que consiga ter momentos de repouso com qualidade.

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